Nampula (IKWELI) – Uma mulher, que se presumi ter cinquenta
anos de idade, perdeu a vida na semana passada no distrito de Mogovolas, na provÃncia
de Nampula, no norte de Moçambique, sendo a fome apontada como a principal
causa do óbito.
A informação foi tornada pública nesta segunda-feira (08)
pelo Comando Provincial da PolÃcia da República de Moçambique (PRM) em Nampula,
através do respectivo porta – voz, Zacarias Nacute, durante a habitual
actualização semanal sobre os trabalhos operativos da corporação, referente a
semana de 29 de Outubro a 4 de Novembro do ano em curso.
Zacarias Nacute não avançou a identidade da vÃtima nem o
local especÃfico onde residia a referida senhora, porque, segundo disse, a
informação que recebera dos seus colegas em Mogovolas não trazia detalhes.
“Durante a semana em causa tivemos um caso de corpo sem
vida. Tratou-se de uma cidadã de 50 anos de idade e após fazer-se exames
cadavéricos presumiu-se que tenha perdido a vida por casos naturais,
particularmente, por causa da fome”, começou por informar Zacarias Nacute,
porta – voz da PRM em Nampula.
Quando questionado se a referida senhora vivia sozinha ou
não, Nacute respondeu que “até o momento que foi elaborado este relatório a
informação que a polÃcia tinha era só de uma senhora que se encontrava sozinha
no local, por sinal na sua residência onde acabou perdendo a vida por conta da
fome. Não houve outros detalhes sobre o caso, porque após a tomada de
conhecimento do caso a polÃcia removeu o corpo a morgue para que pudesse
conservar o corpo até que se ache alguém responsável ou então possa-se proceder
com outras acções que são propriamente dirigidas através do hospital local”.
“Sempre que há corpos sem vida, a equipa da PRM vai
acompanhada pelos membros do SERNIC e da medicina legal onde logo a prior
faz-se o exame cadavérico daà que presumisse que tenha perdido a vida por causa
da fome”, reiterou a fonte.
Por outro lado, quando confrontado pelos jornalistas em Nampula sobre se Mogovolas voltou a registrar bolsas de fome, Nacute foi cauteloso na resposta e precisou que “a polÃcia lida mais com questões de ordem e segurança pública. Essa é uma questão que nos foi facultada através dos médicos legistas, porque a polÃcia não tem formação para determinar o óbito, então existem equipas competentes para isso que foram eles que determinaram que presumivelmente tenha perdido a vida por conta da fome e é isso que nós constamos nos nossos relatórios porque os especialistas da área é que nos informaram. Agora quanto outras questões não estou capacitado para dizer”. (Constantino Henriques)
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