O contingente policial destacado para impedir a marcha, que seria realizada este sábado (16.10), apresentou à Associação Médica de Moçambique um documento assinado pelo presidente do municÃpio da cidade de Maputo, Eneas Comiche, indeferindo a iniciativa.
Uma marcha não tem de ser autorizada porque é um direito constitucional. Nós, os organizadores, temos apenas o dever de comunicar as autoridades e foi o que fizemos", declarou Napoleão Viola, secretário-geral daquela associação.
Com a marcha, que devia começar na sede da organização, na avenida Eduardo Mondlane, e terminar na Praça da Independência, a Associação Médica de Moçambique pretendia manifestar o seu repudio contra a onda de raptos, bem como deixar uma mensagem de solidariedade para com uma das vÃtimas: o médico Basit Gani, raptado há mais de uma semana na capital moçambicana.
"Como estabelece a lei, nós enviamos às autoridades cartas para lhes comunicar a realização da marcha, mas não houve resposta. Fomos colhidos de surpresa no dia da realização da marcha com um cordão policial altamente armado para impedir a nossa manifestação", acrescentou.
A agência de notÃcias Lusa tentou, sem sucessos, obter um esclarecimento do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e da PolÃcia da República de Moçambique. Apesar do episódio, a Associação Médica de Moçambique avançou que vai continuar com ações para exigir o fim da onda de raptos no paÃs e a localização do médico Basit Gani, que é vice-presidente da Associação Moçambicana de Empresários e Empreendedores Muçulmanos.
"A associação não vai parar enquanto o nosso colega não for localizado. Trata-se de um médico jovem, membro da associação e que cumpre com as suas tarefas ao nÃvel da sociedade. Ele merece a liberdade e, tal como outros, viver em segurança neste paÃs", declarou Napoleão Viola.
A organização já escreveu cartas para o Presidente da República, Filipe Nyusi, e para o Ministério do Interior exigindo medidas concretas para travar estes crimes

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