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Casal vive há sete anos sem se falar na mesma casa



POR:  Serôdio Towo-serodiotouo@gmail.com   


Extraído do jornal dossiers e factos

Prefiro inventar este título para dar a entender a situação em que vive um casal que eu conheço, em que nenhum dos intervenientes tem comportamento digno de que está casado. Ora, esta história real, que também é triste, nos remete para uma reflexão profunda sobre, por exemplo, para quê forçar a convivência no mesmo tecto sem nenhum amor. Por hábito, nos relatos que faço das histórias de vida, costumo usar nomes fictícios para evitar constrangimentos directos aos visados, mas nesta edição os personagens não serão atribuídos nenhum nome, simplesmente irei trata-los de marido e mulher. Estou a falar de um casal que vive oficialmente passam já cerca de 15 anos. Ambos trabalham no mesmo ramo (paramilitar), mas em sectores diferentes. Eles podem, nos seus postos de trabalho, acertar as chamadas boladas, e a mulher, até certo ponto, é quem mais boladas acerta. Nestes 15 anos de convivência familiar entanto que casados geraram da relação três filhos. Curioso é que viveram bem ou de forma harmoniosa apenas nos primeiros oito anos, e depois viraram a vida para o lado mais vergonhoso. Não se sabe ao certo quem é que terá iniciado com este tipo de comportamento, mas de há sete anos a esta parte não se falam, apesar de se cruzarem todos os dias na mesma casa, sendo que nos últimos quatro anos até dormem em quartos separados. O marido, vezes sem conta, quando sai do trabalho, vai às paranoias, por lá acredita-se que satisfaz-se sexualmente, passa refeições e volta a casa bem "estruturado" no organismo. Por sua vez, a mulher também faz o mesmo e, no caso dela, inclusive criou relação com um colega e passam já cinco anos que tem uma dependência arrendada, na qual, juntamente com o seu parceiro externo (amante), montou mesa, geleira, fogão, cama e lá se encontram durante e depois da hora de expediente, mas a esposa nunca dormiu fora de casa. Praticamente aquela é a segunda casa com o segundo marido e pagam a renda mensal, assim como fazem rancho para aquele cantinho da " felicidade". A situação é completamente crítica e os familiares já perderam totalmente o controlo da mesma, não conseguem devolver o sossego. As duas famílias estão completamente desavindas, cada uma a defender o seu filho. As crianças dentro de casa estão mais viradas para o amor da mãe e o paivirou carrasco, o mau da fita. Em suma, o ambiente é deveras cruel. A mulher até cozinha por causa dos filhos e a refeição é colocada à mesa para todos, havendo, dias em que o marido come e momentos em que não come por preferência ou porque não lhe foram colocados o prato e os talheres. Nem a igreja para onde reza a mulher consegue dirimir este vergonhoso e assustador conflito. Muitos vizinhos sabem da situação, mas o casal leva a vida na desportiva, como se nada estivesse a acontecer de errado. Na verdade, ninguém sabe nem prevê o futuro. Os mirones receiam que aconteça uma situação ainda mais grave, como por exemplo um eventual envenenamento ou mesmo outro tipo de situação. Certo período, no ano antepassado, o marido adoeceu bastante, teve os pés inchados que nem conseguia andar. A mulher não prestou atenção à ele e dizia que o marido sabia onde tinha ido apanhar aquela doença. Foi preciso que alguém da família do marido passasse a frequentar a casa do casal para atender o doente até este melhorar. Esta é mais uma história real de vida que preferi trazer para uma profunda análise e provável aprendizado. 

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