Por: ZULFIKAR ABDURREMANE
Em linhas, ora tortas, ora rectas, os mais ousados questionam-se:
"- Como uma sociedade pode reclamar de um governo corrupto, se ela própria não consegue, nem ao menos, ter ou cultivar uma ética social no meio em que vive? "
Como?
Até hoje, não se sabe ao certo o que esta sociedade como um todo, julga aceitável e não-aceitável. Parece-me que tudo serve, desde que vá ao encontro dos interesses pessoais de cada membro desta.
Neste texto, penso que a discussão vai muito além da exigência da ética social e exige uma análise mais profunda sobre o lado Humano.
Ainda acho que a sociedade, enquanto grupo de vida dinâmica e ambiciosa em termos de desenvolvimento, deve começar a pensar em que consciência adoptar e como se beneficiar dela através da ética aplicada.
Um governo só pode ser ético e honesto se a sociedade mostrar que tem regras básicas daquilo que julga aceitável e não-aceitável, um código de conduta que vai ao encontro do Bem-Estar de todos os que fazem parte desta.
Enquanto isso, Patavina!
Conforme sabemos/acompanhamos: se conseguem roubar alimentos num lar/internato de estudantes, subornar polícias de trânsito, dar o tal dito "refresco" à vista de seus filhos e sobrinhos, de que mais se pode esperar desta e futura sociedade?
Na verdade, esse acto é uma aula de exemplos vivos para os menores que, um dia, irão reproduzi-los na maior perfeição.
Parecendo que não - Nenhum governo poderá ser leal, se a própria sociedade compactua aos sabores dos "refrescos/sopinhas", ou seja, for, em primeira mão, de um bebedouro corrupto até às veias.
E mais digo, se a sociedade, não só estabelecer um código de conduta, mas também procurar vivê-lo em primeira mão; cada um de seus membros fazendo a sua parte, orientados por uma moral individual que determina o certo e o errado, talvez algo venha a mudar e, quiçá, um dia, um governante venha a ser levado a barra da justiça por corrupção e, portanto, sentirmos à flor da pele, um governo justo.
Já dizem os entendidos na matéria de legislação da razão humana que "não reclama de justiça quem não é justo nem com os seus proprios filhos e amigos."

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