O encontro inédito teve lugar na manhã
desta quinta-feira (11.03), em Maputo. Os secretários-gerais da FRELIMO e da
RENAMO reforçaram o seu compromisso com a paz, reconciliação nacional e
preservação da democracia.
Mas a Resistência Nacional Moçambicana
(RENAMO), o maior partido da oposição, fez velhas exigências: a Frente de
Libertação de Moçambique (FRELIMO) deve parar de perseguir os seus membros como
condição para que esses ganhos sejam consolidados.
No final do encontro, o secretário-geral da
RENAMO, André Magibire, frisou que todos os atores políticos e a sociedade
civil "devem ter espaço para funcionar".
"Estamos a apelar desde já que não
pode haver nenhum membro de um partido que persiga e bata ou perturbe alguém ou
crie desordem para inviabilizar o exercício da atividade política",
apelou.
Mais
encontros
Majibire disse ainda que neste encontro foi
"assinado um compromisso" entre as duas partes para , tudo em nome da paz, reconciliação e democracia.
"Daqui em diante vamos conviver todos
como irmãos", assegurou. "Como partidos políticos, temos que
trabalhar, é preciso que se criem condições, é necessário que as lideranças dos
partidos consciencializem os seus seguidores no sentido de que todo o partido
político deve ter espaço para trabalhar em qualquer parte deste território
nacional."
O secretário-geral da FRELIMO, Roque Silva,
reconheceu haver necessidade de mais encontros entre os partidos políticos para
a promoção da paz, reconciliação e preservação da democracia.
"Acredito ter sido um bom começo e
estamos abertos para continuarmos a discutir com a RENAMO, com o MDM, com
qualquer outro partido, tudo aquilo que possa envolver efetivamente a
tranquilidade para os moçambicanos - mas também discutir com qualquer força
viva da sociedade tudo aquilo que possa ajudar Moçambique a crescer",
assinalou.
A FRELIMO sublinha que, sobretudo depois das disputas
eleitorais, este é o momento para que haja encontros entre os partidos:
"Queremos assumir que, como FRELIMO, continuaremos a trabalhar para que a
democracia continue a crescer, conscientes de que todos os processos
democráticos são um processo e não há nenhum modelo democrático, um modelo
totalmente acabado".
No encontro, o secretário-geral da RENAMO,
André Magibire, negou acusações de André Matsangaíssa Júnior sobre alegadas
arbitrariedades no patenteamento dos guerrilheiros do partido.
Segundo Matsangaíssa Júnior, faltam
critérios nesse patenteamento. Mas Magibire clarifica: "As decisões em
relação a esse assunto não são tomadas por uma pessoa, são tomadas por um
corpo. Eu sou membro da Comissão de Assuntos Militares, mas Magibire sozinho
não decide. Se tiver que haver uma decisão, para ser vinculativa, tem de ser da
Comissão dos Assuntos Militares".
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