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João Machava abandona definitivamente Mariano Nhongo e adere ao DDR



 Tal como previsto, foi encerrada, sexta-feira última, a base militar do maior partido da oposição, a Renamo, localizada no distrito de Mabote, província de Inhambane, região sul do país. Os guerrilheiros procederam à entrega do material bélico que usavam nas suas operações e passaram à vida civil, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado da Renamo.

 

Entretanto, o encerramento da base militar que funcionava em Mabote foi marcado pela adesão ao processo de uma “peça-chave” da equipa de Mariano Nhongo, líder da auto-proclamada Junta Militar da Renamo: o brigadeiro João Machava. João Machava era porta-voz da Junta Militar, indicado no decurso de uma reunião constitutiva daquele movimento que, segundo se sabe, exige a saída de Ossufo Momade da presidência da Renamo.

 

O brigadeiro João Machava entregou a sua arma e, em juramento, assumiu o compromisso de não mais regressar às matas. Escolheu regressar à província de Gaza, onde vai desenvolver um projecto ligado à agricultura.

 

Na verdade, o evento de sexta-feira serviu apenas para formalizar o seu desmembramento da Junta Militar da Renamo. De fonte próxima ao processo, “Carta” soube que o brigadeiro João Machava aderiu ao DDR faz um “par de meses”. Tratou-se, sim, da formalização do seu desligamento com a Junta Militar de Mariano Nhongo, que fica sem o seu homem das relações externas.

 

Foi João Machava que, em Agosto de 2019, anunciou que Mariano Nhongo estava disposto a negociar a paz definitiva com o Governo moçambicano.

 

Aliás, foi também João Machava que acusou, publicamente, Ossufo Momade de ser um “traidor e corrupto” e que, igualmente, aceitara suborno do partido Frelimo. Na altura, Machava dissera que o Acordo de Paz e Reconciliação de Maputo era de utilidade nula e que o Governo devia negociar a paz com os genuínos membros da Renamo, no caso os pertencentes à Junta Militar.

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