As duas cabeleireiras continuaram a trabalhar até uma semana depois de sentir sintomas. Uma delas não faltou mesmo quando aguardava o resultado do teste ao novo coronavírus. Ambas testaram positivo e, a partir desse momento, os delegados de saúde começaram o trabalho de contactar 139 clientes. Outras quatro cabeleireiras que trabalhavam no mesmo espaço não ficaram doentes.
As condições para o início de um surto seriam perfeitas, caso não se usasse máscara: afinal, as duas cabeleireiras deram às clientes serviços que envolvem uma certa proximidade, como cortes de cabelo, depilações faciais ou permanentes. Desta maneira, ficaram perto das 139 clientes entre 15 a 45 minutos de cada vez, tempo suficiente para o vírus viajar pelo ar até outra pessoa.
Os delegados de saúde pediram às 139 pessoas para ficarem em quarentena. 14 dias depois, nenhuma ficou doente. Também foram oferecidos testes gratuitos, sendo que 67 pessoas aceitaram. Todos deram negativos.
Segundo Nadia Abuezelam, epidemiologista que falou com o jornal The New York Times, "isto mostra realmente o poder das máscaras faciais, especialmente em ambientes fechados". As cabeleireiras usaram máscaras de tecido ou máscaras cirúrgicas.
Contudo, os especialistas alertam que usar máscara não é solução para tudo - e que a sua utilização deve acompanhar a adoção de outras medidas de segurança, como a lavagem frequente das mãos e o distanciamento social. A equipa que estudou este caso não conseguiu recolher todos os fatores que impediram o surto.

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