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ONG's repudiam actos violentos contras as mulheres


Por: Augusto Nhantumbo


A Associação Sócio Cultural Horizonte Azul – ASCHA, em parceria com o Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança -ROSC, WLSA Moçambique e o Consórcio Contra a Violência Sexual (Iniciativa Spotlight), apoiado pela Aliadas vai realizar a Conferência de Imprensa alusiva a Campanha Ntavase na terça-feira (24) cujo objectivo é lançar a campanha denominada SOU NTAVASE: “Fui violada, exijo justiça” com o objectivo de agir contra a violência de género com maior enfoque para a violência sexual, responsabilizando instituições públicas e a sociedade em geral a posicionar-se, falar contra estes mal e cuidando de vítimas e sobreviventes, e promovendo debates.

 Kátia representante da WLSA aponta que é tempo de exigir um serviço de qualidade e dar prioridades a estes mesmos serviços que devem ser dotados de meios humanos e materiais suficientes e cujos agentes devem ser pessoas sensibilizadas para a igualdade e no respeito dos princípios democráticos e de equidade da constituição.

"É tempo de dizer Não á tolerância com que são olhados os crimes contra raparigas e mulheres, dizer Não aos assassinatos de raparigas e mulheres e não a intolerância do sistema de justiça desde modo reivindicamos não só a democracia como também a dotação de recursos humanos e materiais suficientes para que essas instituições possam funcionar de maneira adequada, reivindicamos a aplicação das leis que protegem mulheres e crianças contra a violência de gênero mais também exigimos maior empenho de todas as autoridades da saúde, educação, polícia, emprego e outros sectores para que a igualdade de gênero se possa concretizar desde a educação das crianças até a vida adulta".

A mesma frisa que nestes 45 anos da independência nacional as raparigas e mulheres celebram conquistas mas também enfrentam uma dura realidade carregada de muita violência e justiça.
"Com a independência eliminamos o colonialismo mas falta ainda cumprir as promessas feitas e para nós mulheres é patente que não alcançamos a independência dos nossos corpos e das nossas vidas pois a violência de gênero é endémica e acompanhada pelo seu cortejo de argumentos desculpabilizantes dos agressores e incriminadores das vítimas, com a covid19 o número de casos de violência contra a mulher só aumentou uma vez que os próprios criminosos se encontram em casa", terminou Kátia .

Por seu turno Benilde do ROSC disse que a justiça moçambicana deve ser celeri e muito ágil pois as vítimas de violência se tem pronunciado.
"Queremos não só leis mais duras mas queremos que as leis que já estão em vigor sejam aplicadas e nesta campanha que irá abranger todo o país e todas as idades fazer o acompanhamento de perto das vítimas de violência doméstica feitas contra as mulheres e crianças, é verdade que vencemos os portugueses na busca da nossa independência e conseguimos e agora nós mulheres vamos lutar para a independência dos nosso corpos dia-a-dia".

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